Muitas vezes, e assim deve ser, o mesmo assunto da Geografia – com seus diversos aspectos – é abordado em diferentes anos escolares, porém, cada vez mais sendo aprofundado pelo educador e compreendido de acordo com as idades dos alunos. Este “reaprender” determinado tema mostra a complexidade deste e sua relação sociedade-natureza.
Quanto ao local em que o discente está inserido, este é um assunto recorrente durante a escolaridade de tal. Apesar disso, não deve haver hierarquia em relação ao espaço vivido e o espaço mundial porque a realidade de cada aluno é diferente e a apresentação de cada local deve ter relevância a partir da necessidade de cada turma. A relação entre “local” e “global” deve ser bastante abrangente desde os primeiros ciclos escolares.
Nesse sentido, toda essa exposição mostra ao aluno que ele faz parte, ativamente e passivamente, de todas as modificações das paisagens terrestres e do conjunto que envolve a geografia local, global, além de politicamente, culturalmente, socialmente.
A utilização de imagens dentro de sala de aula também é uma grande aliada do professor, ou seja, fotos aéreas, fotografias comuns, vídeos, dentre outros, mostra a modificação de determinadas áreas e um estudo mais específico sobre a influência do homem e da natureza nos espaços em questão. Essas transformações devem ser contextualizadas pelo educador, que deve apresentar como, por que, por quem, quando que as mudanças ocorreram.
A situação descrita acima é uma das maneiras de se apresentar a cartografia aos discentes. Além dessa, outra forma de trabalhar-se com uma linguagem cartográfica dentro de sala de aula é a partir de um mapa em branco, no qual se pede, a partir de cores, legendas e efeitos, a identificação de rios, estados, situações econômicas e outras características que possam ser analisadas e reconhecidas a partir de um mapa.
Todo este trabalho cartográfico serve como embasamento para o que serve um mapa, que vai desde chegar de um local ao outro, até compreender questões mais específicas. Isto é, “a escola deve criar oportunidades para que os alunos construam conhecimentos sobre essa linguagem nos dois sentidos: como pessoas que representam e codificam o espaço e como leitores das informações expressas através dela”. (p. 11).
Por Maíra Althoff De Bettio
Fonte: PCN – Geografia
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